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Saneamento · São Luís, MA · Telemetria e telecomando

Arquitetura de supervisão para sistemas de água e esgoto da CAEMA

A SEABRA participou do desenvolvimento e da implantação de uma arquitetura de telemetria e telecomando para unidades operacionais da CAEMA em São Luís, reunindo engenharia de painéis, PLCs, comunicação, instrumentação e supervisão central e local.

82 unidadesno inventário técnico de 2024
Água + esgotooperações integradas
CCO + localníveis de supervisão
Operação completavariáveis, status de bombas, horímetros, macromedição e estatísticas
Painel de automação com IHM destinado à estação Batatã da CAEMA
Frente de painel com IHM e comandos destinada à estação Batatã, registrada durante a etapa de fabricação.

O desafio de integrar unidades distribuídas

O abastecimento de água e o esgotamento sanitário dependem de estações geograficamente dispersas, com equipamentos, medições e condições operacionais diferentes. O projeto precisava levar informações de campo aos centros de controle e permitir comando remoto conforme as permissões e intertravamentos de cada unidade.

O objeto técnico documentado abrange estações elevatórias de água bruta e tratada, reservatórios, poços, macromedidores, elevatórias de esgoto e estações de tratamento. A solução também contempla treinamento e documentação de engenharia para apoiar operação e manutenção.

Campo e painéis

  • PLCs, painéis de automação e interfaces locais.
  • Instrumentação para níveis, pressões, vazões e grandezas elétricas.
  • Sinais de estado, modo, defeito e corrente de bombas.

Comunicação

  • Integração de unidades remotas à arquitetura de telemetria.
  • Transporte de comandos, estados e variáveis de processo.
  • Organização da rede para supervisão central e operação local.

Supervisão

  • Centro de Controle Operacional e supervisórios locais.
  • Visualização de alarmes, tendências e eventos.
  • Relatórios para análise técnica e acompanhamento da operação.

O que a engenharia permite acompanhar

Reservatórios e poços Nível, pressão, vazão, disponibilidade e estados operacionais.
Bombas Ligada/desligada, modo local ou remoto, defeito, corrente elétrica e horímetro.
Estações de água Condições de captação, bombeamento, reservação e distribuição.
Estações de esgoto Estados das elevatórias, alarmes e variáveis necessárias ao acompanhamento remoto.
Medição e desempenho Níveis, pressões, vazões, correntes, macromedição, horímetros, históricos, tendências, eventos, relatórios e estatísticas operacionais.

Dimensão do inventário técnico

O inventário de manutenção consolidado em 2024 relacionava 82 unidades operacionais. Esse número descreve o universo técnico registrado naquele momento e não deve ser interpretado como disponibilidade simultânea ou como aceite integral de todas as unidades.

Grupo Unidades no inventário de 2024
Sacavém 3
Reservatórios 15
Sistema Italuís 8
Esgotamento sanitário 26
Poços 30
Total 82

Evidências de fabricação

As imagens publicadas foram selecionadas para mostrar a construção dos painéis sem expor usuários, alarmes, tags ou telas operacionais da CAEMA.

Operação centralizada no CCO

Os registros públicos da própria SEABRA mostram o sistema supervisório em operação no Centro de Controle Operacional e o acompanhamento conjunto das equipes. A solução reúne telemetria, visualização centralizada e apoio à operação das unidades distribuídas.

Sistema supervisório da CAEMA exibido no videowall do Centro de Controle Operacional
Sistema supervisório da CAEMA exibido no videowall do CCO durante acompanhamento de campo.
Painel de automação, instrumentação e telemetria de estação elevatória de esgoto
Painel de automação, instrumentação e telemetria de estação elevatória de esgoto.
Equipes da SEABRA e da CAEMA no Centro de Controle Operacional
Equipes da SEABRA e da CAEMA no CCO durante acompanhamento da implantação.

Operação e infraestrutura no CCO

Estes registros complementam as evidências do projeto com duas perspectivas da entrega: o ambiente de operação e a infraestrutura de tecnologia que sustenta a supervisão centralizada.

Segunda etapa contratual: três projetos entregues em 2023

Após a implantação inicial da telemetria e do telecomando, o contrato foi aditivado em 2023 e a parceria entre CAEMA e SEABRA avançou com três novas frentes. Essa segunda etapa ampliou a infraestrutura de operação, supervisão e controle do saneamento de São Luís.

Novo Centro de Controle Operacional

Implantação da infraestrutura para operação centralizada, com estações de trabalho, videowall profissional e licenciamento Elipse E3 para visualização.

  • Integração e implantação do ambiente.
  • Testes, comissionamento e start-up.
  • Acompanhamento operacional e treinamento das equipes.

ETE Anil e seis elevatórias

Automação da ETE Anil e de seis estações elevatórias associadas, incluindo engenharia, painéis, programação e integração dos equipamentos existentes.

  • Programação de PLC, IHM e supervisório.
  • Comunicação das unidades com o CCO.
  • Testes funcionais, start-up e documentação.

Sistema de boias das elevatórias

Projeto de automação do sistema de nível estruturado para 19 estações elevatórias de esgoto, com três boias por unidade e integração aos sistemas de controle.

  • 57 boias de nível previstas no escopo.
  • Sinalizações e intertravamentos no PLC, IHM e supervisório.
  • Instalação elétrica, testes e start-up.

Evidências da segunda etapa

Os registros abaixo mostram configuração, testes e interfaces de operação em unidades contempladas pelos projetos da ETE Anil e do controle de nível das elevatórias.

ETE Anil: painel e interface de operação

Controle de nível das elevatórias

Continuidade operacional: manutenção e operação assistida em 2024

Depois da implantação, a CAEMA contratou uma nova frente de manutenção corretiva e preventiva da telemetria. Entre janeiro e agosto de 2024, a SEABRA combinou visitas de campo e suporte remoto para diagnosticar estações, recuperar sinais, revisar a comunicação e apoiar o Centro de Controle Operacional.

Automação e instrumentos

  • Diagnóstico ponto a ponto de sinais digitais e analógicos.
  • Revisão de PLCs, IHMs e supervisório.
  • Recuperação de macromedidores, transmissores, sondas e multímetros.
  • Substituição e ajuste de relés, transdutores e módulos.

Comunicação e campo

  • Diagnóstico de enlaces GPRS/LTE, switches, roteadores e antenas.
  • Correção de falhas de comunicação entre estações e CCO.
  • Padronização e identificação de cabos.
  • Tratamento de ocorrências por descargas atmosféricas e alterações de campo.

Operação assistida

  • Suporte remoto e acompanhamento mensal.
  • Análise de tendências e validação de sinais no supervisório.
  • Apoio a relatórios e autenticação de usuários.
  • Registro técnico das intervenções para orientar manutenção futura.

Resultados comprovados em intervenções de campo

  • Restabelecimento de retornos de bombas após a substituição de relés de interface.
  • Normalização de telemetria após troca e parametrização de multímetro.
  • Correção de medição de corrente por ajuste da relação de transformação.
  • Melhoria do sinal LTE após reposicionamento de antena, mantendo registrada a recomendação de solução externa definitiva.

Evidências da manutenção em campo

Os registros abaixo pertencem ao contrato de manutenção de 2024 e mostram inspeções e verificações realizadas em painéis, interfaces locais e dispositivos de proteção.

As imagens foram selecionadas para evidenciar o trabalho técnico sem publicar credenciais, endereços de rede ou telas operacionais sensíveis.

Outras evoluções do sistema

Ampliação Morada do Sol

Em projeto posterior, a engenharia previu três poços, três painéis de telemetria, integração com CCM e PLC, comunicação, supervisão Elipse, instrumentação, comissionamento e start-up. Como não foi localizado termo de aceite final, a ampliação não é somada ao escopo original.

Critério de transparência: uma contagem usada anteriormente foi substituída por não haver comprovação documental. O total de 82 deriva do inventário técnico de 2024 e é apresentado com sua data e natureza corretas.

Capacidade demonstrada

O projeto mostra como automação, telecomunicações e software podem formar uma camada operacional comum para ativos de saneamento distribuídos. A contribuição da SEABRA está documentada em listas de I/O, projetos de painéis, arquitetura, supervisão e intervenções posteriores — sem atribuir ganhos de disponibilidade, energia ou perdas que não tenham sido medidos.

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